Introduzindo os motivos para migrar para Software Livre

Outubro 2, 2009 por dussilveira

Open Source

Seja Livre

Texto publicado na revista Escrita nº7 da Associação Guatá – Cultura em Movimento de Fóz do Iguaçú tratando o tema Movimento Software Livre:

O Objetivo é o Subjetivo

“O limite entre o que somos, o que queremos ser e o que querem que sejamos se configura com um mecanismo das relações de poder.”


Trecho do texto de Tininha Llanos: Artistas e piratas, hackers e cidadãos comuns, cientistas e imperadores




Repensar os modos de vida hoje é quase proibido. A liberdade é quase uma utopia e o quase é o que nos salva da robotização para o consumo. Nossos sentidos acostumados às “drogas” dificultam-nos de ver o que está por trás do anúncio publicitário. Assim como, desde criança somos ensinados a comer açúcar e apanhar quando fazemos arte, crescermos nos acostumando à banalização da vida: propaganda da indústria do mercado do comércio do consumo do fetiche.

O circuíto midiático crescente e passa a ter tanto poder e alcance que quase engole espaços como a escola, o correio e as lojas de discos. Mas um sistema normatizante age contra a perda do controle. Com a propriedade intelectual considera-se que as idéias são como objetos que devem ter um dono. Apartir dessa norma um debate imenso confronta o sistema que regula a apropriação das idéias. Enquanto isso surgem ações que invertem a lógica como o Movimento Software Livre.

Este movimento propõe a colaboração onde cada um soma seu conhecimento ao conhecimento do grupo desenvolvendo softwares que tem seus códicos abertos, ou seja, você pode saber como o software foi desenvolvido, pode usá-lo, melhorá-lo e devolvê-lo melhorado à comunidade que o disponibilizou. Isso numa dinâmica colaborativa que liberta as idéias pois impossibilita a apropriação e dependência que os donos do conhecimento detinham.

Com a implosão da mídia-digital controlar a distribuição de conhecimento, música e vídeo ,se torna um problema para quem, até então, mantinha os poderes de cópia, que na maioria das vezes nem era do próprio autor, mas sim das editoras e gravadoras. Isso pode ser considerado a mais valia artística já que artistas e autores recebiam em torno de 1 a 3% do valor da venda de discos e livros. Por muitos anos isso funcionou até que os próprios artistas começam a produzir suas obras e disponibilizam seus conteúdos na internet como no Movimento Música para Baixar.

Exemplos como esse representam a resistência criativa e inteligente que possibilita a liberdade enquanto ação em prol da colaboração e não só da competitividade do capitalismo selvagem. Resistir com criatividade é um objetivo que me tornou educadora popular e usuária 100% software livre. Já que a educação formal incluindo as universides na maioria das vezes ainda reproduzem um sistema de poder desigual que não está voltada a desenvolver a dignidade e o pensamento crítico e criativo passei a estudar e trabalhar em projetos sociais que proponham ações pela autonomia como no Pontão Minuano onde desenvolvemos cursos de áudio, metareciclagem, vídeo, arte gráfica e comunicação com software livre para que as pessoas e pontos de cultura possam produzir e publicar seus próprios conteúdos sem precisar comprar ou piratear softwares proprietários. Entendo com esse trabalho que o empreendedorismo social e cultural é uma alternativa para difundir a cultura brasileira onde as comunidades podem se desenvolver com mais dignidade e auto-estima.

Precisamos saber que condições temos para sermos quem queremos ser e o quanto a democratização da comunicação se torna uma extensão ou a reconstrução da identidade coletiva. Minha indignação contra a indignidade humana Também reconstrói minha identidade. Pela arte colaborativa de sermos nós mesmos.

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* Você pode ler esse texto no link do livro livre: Apropriações Tenológicas –

http://blogs.cultura.gov.br/cultura_digital/tag/apropriacoes-tecnologicas/

Noite na biblioteca Passando a noite em uma biblioteca em Portugal

Setembro 17, 2009 por dussilveira

Taynar Costa (novaescola@atleitor.com.br), de Seixal, Portugal

CONTOS PARA SONHAR A bibliotecária Susana conta histórias para o grupo que passou a noite entre as estantes.

No fim da tarde de um sábado de maio, os funcionários da Biblioteca Municipal de Seixal, a 30 quilômetros de Lisboa, organizavam as estantes de livros. Embora esse fosse o procedimento-padrão antes de encerrar o expediente, naquele dia a arrumação tinha outro motivo: receber um grupo de 20 meninos e meninas, entre 8 e 11 anos, que iriam passar a noite ao lado dos livros. Oito e meia da noite era a hora marcada para começar a exploração de um ambiente repleto de saberes, com muita leitura e contação de histórias, e que só terminaria na manhã seguinte.

Ao chegar, para que todos se conhecessem, nada de apresentações formais. Os pequenos preencheram os crachás uns dos outros. Enquanto Diogo, o mais velho do grupo, fazia o de Beatriz, ela revelou uma de suas leituras preferidas: a poesia portuguesa de José Jorge Letria. Sabe por quê? “Porque ele me faz sentir bem”, explicou, do alto de seus 8 anos.

Mais sobre bibliotecas

Reportagens

* Biblioteca não é depósito de livros
* Como organizar uma biblioteca

Com todos já devidamente identificados, começou uma correria pelo ambiente. Como se estivessem em uma caça ao tesouro, as crianças seguiam pistas e procuravam por respostas para as questões escritas em fichas que tinham em mãos. Tratava-se de um desafio — ou melhor, um peddy-paper, como se diz em Portugal — para descobrir como é organizada e funciona uma biblioteca.

Regras decifradas e normas esclarecidas, hora de vestir o pijama, arrumar os sacos de dormir e ouvir histórias para embalar o sono e, quem sabe, alimentar os sonhos. Caprichando na entonação, a bibliotecária Susana Filipe leu O Incrível Rapaz Que Comia Livros, obra escrita pelo australiano Oliver Jeffers. Quando a leitura terminou, Tomáz, 11 anos, lá no fundo da sala, gritou: “Mais uma, mais uma! Pode contar mais 1,5 bilhão de histórias!” Pedido atendido: com as luzes apagadas, Susana leu A Grande Questão, do alemão Wolf Erlbruch. Um a um, os pequenos adormeceram.

No dia seguinte, assim que acordaram, as meninas correram a se enfeitar com presilhas e tiaras. Os meninos lotaram as mãos com gel para domar os cabelos rebeldes. Tudo muito rápido porque ninguém queria desperdiçar um só minuto da programação de domingo. Depois do desjejum, mais uma história – dessa vez, de autoria da brasileira Ana Maria Machado: O Pavão do Abre-e-Fecha. O enredo alimentou o desejo da turma de se perder entre as estantes da biblioteca à procura de novos títulos. “É importante que as crianças também possam escolher livremente para que a leitura seja significativa”, disse a bibliotecária Carla Gomes. Ao seu lado, a funcionária Maria Elizabete Ferreira, que também passou a noite em claro velando o sono da garotada, confessou que para ela a recompensa do projeto está guardada para o futuro. “Esperamos que, depois de crescidos, todos esses estudantes se lembrem dessa noite e saibam que uma biblioteca é um espaço de aprendizagem.”

Pelos corredores do prédio, enquanto os pequenos arrumavam as mochilas para voltar para casa, era possível ouvir suas vozes, ecoando “Vitória, vitória, acabou-se a história!”, uma frase típica portuguesa que marca o fim dos contos infantis neste lado do oceano.

Quer saber mais?

BIBLIOGRAFIA
A Grande Questão, Wolf Erlbruch, 48 págs., Ed. Cosac Naify, tel. (11) 3218-1444, 35 reais
O Incrível Rapaz Que Comia Livros, Oliver Jeffers, 32 págs., Ed. Orfeu Negro, 14,90 euros
O Pavão do Abre-e-Fecha, Ana Maria Machado, 24 págs., Ed. Ática, tel. 0800-115-152, 19,90 reais

Saindo da Rotina

Setembro 11, 2009 por dussilveira

O mês de Setembro é o mes da MPB ao menos na minha modesta rotina
Semana passada tivemos Lenine com Violão e Voz, na proxima teremos Arnaldo Antunes e Márcia Xavier

Comentario:

ARNALDO ANTUNES E MÁRCIA XAVIER
Arnaldo AntunesMarcia Xavier
O artista multimídia, conhecido em todo o Brasil por sua trajetório no grupo Titãs, apresenta uma performance poética, onde explora inúmeras possibilidades rítmicas e entoativas da linguagem oral. Apresentando-se com o auxílio de efeitos, samplers e play-backs em algumas peças, além do acompanhamento de Marcelo Jeneci na sanfona, violão e teclados, Arnaldo fala, berra, canta, entoa ou sussurra, acrescentando, com esses recursos, múltiplas sugestões de sentidos aos poemas. Dialogando com a ação, que inclui também o uso de alguns objetos (letras de metal, cartazes, rádio), uma ambientação cênica com vídeos e imagens animadas ao vivo será produzida especialmente pela artista plástica Márcia Xavier.

Lenine – voz e violão
Lenine
O cantor e compositor pernambucano se apresenta em setembro.

Revelado em 1983 pelo disco Baque solto, em parceria com Lula Queiroga, Lenine é hoje um dos maiores nomes da música brasileira. O segundo disco, Olho de peixe, veio dez anos depois, agora em parceria com o percussionista Marcos Suzano. A partir daí, seu nome foi inscrito entre os renovadores da canção, registrada com roupagem mais pop, mistura de ritmos eletrônicos, influências nordestinas e samba, em seu primeiro disco solo, O dia em que faremos contato (1997). Premiado com o Grammy Latino por Falange canibal (2002) e Acústico MTV (2006), Lenine também assina a produção de CDs de artistas como Maria Rita, Chico César e Pedro Luis e a Parede. Em 2007, criou a trilha do espetáculo Breu, do Grupo Corpo. Seu álbum mais recente, o elogiado Labiata, foi lançado em 2008. O artista pernambucano se apresenta com um show de voz e violão.

Coelhos em Pânico

Setembro 11, 2009 por dussilveira

Desplugado, ocupado, ado…ado…ado…
Estamos diante do momento mais estudioso, dedicado e solido dos ultimos anos, após o mes de agosto que foi bem divertido assim como julho que foi extremamente movimentado, começamos a ficar mais em casa e estudar.

Já estou como uma lebre de março e correndo doida por algo mais!
Vamos Alice ^.-

Subpop 5

Subpop 5

Cores, devaneios e Kandinsky…

Julho 10, 2009 por dussilveira

Kandinsky

“A cor é o meio para exercer uma influência direta sobre a alma. A cor é a tecla, o olho é o martelo moderador, a alma é um piano com muitas cordas e o artista representa a mão que, mediante uma tecla determinada, faz vibrar a alma humana.” — Wassily Kandinsky

Buscando a forma real de expressar a face original passando pela musica, teatro e artes visuais encontrei na obra de Kandinsky a maior expressão da forma e das cores.  A obra de arte vale pelas vibrações que suscita, pela espiritualidade e pela energia que reflete; não pela conotação ou dependência do mundo que nos cerca.

As cores são como a musica tem sonoridade, vibração, cores tem formas, tem tato,  gosto e sentimento. Ouça o chamado do ponto azul que diz “Me abraça” e dotado de caricia celeste, projeta o homem para o infinito, desperta-lhe o desejo de pureza e uma sede de sobrenatural. O círculo vermelho, por sua vez, é troada e relâmpago, apaixonado, irradia para todos os lados.

Kandinsky para Crianças


Ludico
A expressividade das cores e formas abstratas de Kandinsk foi maravilhosamente representada em “Lúdico” que e propõe de forma colorida e poética um passeio pelo universo da criação de uma obra de arte. Cores e formas se agitam em busca de um lugar. Destinado a crianças o espetáculo faz uma deliciosa viagem aliando teatro, música e artes visuais.

GOLPE DE ESTADO em Honduras

Julho 5, 2009 por dussilveira


Esta semana podemos presenciar mais uma vez um duro atentado contra todos os direitos à liberdade. A decisão da maioria da população sofre um golpe brutal, o processo democrático é violentado pelas forças oligárquicas, junto de seus cães de guerra. Ignorando totalmente mobilização social e a vontade de uma nação que fez a escolha por  um governo que leva em
consideração as necessidades sociais do povo. Ato vil fere fatalmente a processo democrático em curso naquele país. Esta nota é de repudio e indignação, em apoio a decisão soberana, a população hondurenha
contra o retorno das oligarquias ditatoriais ao poder.

Sobreviventes… Na ZH!

Julho 4, 2009 por dussilveira

zh_30_6“Às 5h40min, começamos em uníssono as 10 páginas que faltavam. A morte de Diadorim, a grande descoberta de Riobaldo e outros momentos emocionantes das últimas páginas foram registrados pela radioweb Putzgrila, que cobriu todo o evento. Às 6h, a festa atingiu seu clímax: chegamos à palavra “Travessia”, que encerra a narrativa. Depois de 34 horas, alcançamos a última palavra e registramos a foto dos sobreviventes (alguns estão faltando porque operavam a câmera ou gravavam em vídeo).”

Cancionistas, música de hoje – Kristoff Silva

Julho 4, 2009 por dussilveira

Apresentação do cantor e compositor Kristoff Silva, alternando composições próprias e de outros autores foi singular criatividade o compositor é de rara contemporaneidade em uma harmonia constante com os grandes nomes da canção brasileira. Uma interpretação forte no palco e uma musica cheia de cores e nuances. O trabalho de Kristoff esta de parabéns suave, natural e essencial.

Essa parceria aproximou o centro da periferia
O erudito e o popular – A rua da academia

Oficina com Kristoff Silva
Partindo de estímulos pouco usuais no ensino tradicional de música, como figuras geométricas, trilhas de deslocamento corporal e cartas de baralho, a oficina Jogos de Musicalização apresenta algumas propostas lúdicas de sensibilização musical, com ênfase no ritmo brasileiro e movimentação corporal. Me lembrou muito as oficinas de teatro e formação de atores, musicalidade, sentidos, ritmicidade e expressão corporal, um trabalho de redescoberta da musica e dos sentidos.

A Bela Junie

Julho 4, 2009 por dussilveira
la belle personne

la belle personne

Esta semana tive a oportunidade de conhecer mais um trabalho do diretor francês Christophe Honoré, onde ele recria o clássico da literatura “La Princesse de Clèves”, de Madame de La Fayette. A Bela Junie, drama romântico ambientado numa escola de classe média em Paris, o filme trata da juventude contemporânea sem foco. E como os amores, da sensação de excesso de liberdade e da perda, relações humanas, amores impossíveis, ou possíveis e não realizados. A relação das cenas e da trilha que é belíssima e de uma força impressionante. Um filme maravilhoso para todos os amantes do cinema.

Soyez à l´aise et profitez bien!

Julho 4, 2009 por dussilveira

“A Lagarta e Alice olharam-se por algum tempo em silêncio. Por fim, a Lagarta tirou o narguilé da boca e dirigiu-se a Alice com uma voz lânguida e sonolenta. ‘Quem é você?’, disse a Lagarta. Não era um começo de conversa muito estimulante. Alice respondeu um pouco tímida: ‘Eu…eu…no momento não sei, minha senhora…pelo menos sei quem eu era quando me levantei hoje de manhã, mas acho que devo ter mudado várias vezes desde então.”
Lewis Carroll,  ‘Alice no País das Maravilhas’

Sou um quadro de Kandinski, já vivi todas as cores e já fui o ponto que contrasta com o momento e a linha que escorre maravilhada por formas mil ou abstrata. Neste momento sou pequenino ponto e meio as cores da vida, pequeno e exclusivo.

Soyes à l’aise et profitez bien!